sábado, 7 de novembro de 2009

Sacrificando poemas

Sigo, sem cessar
Lamentando, neste momento
A palavra que não quer chegar

Prossigo, sem esquecer
Dos momentos de outrora
Onde a palavra vinha, mesmo que carregada de desilusão

Levo a vida, por hora
Sacrificando poemas
Levo a vida, por hora
Com paixão que pede hora

Na tristeza a palavra de poeta se satisfaz
Aparece à graça do freguês
Na alegria a palavra parece não querer se colocar
Desaparece à escuridão da vez

Levo a vida, agora
Somando o tempo que me resta
Levo a vida, agora
Pensando se tudo é só por hora

Sigo, sem me cansar
Matutando quando poderei te ver novamente
Pra matar meu desassossego

Prossigo, sem me preocupar
Deixando de pensar em minhas tristes palavras
A sacrificar meus tristes poemas

domingo, 18 de outubro de 2009

Você precisa saber

Eu preciso de um amor simples
Que seja, ao menos,
Um segundo maior
Que a tristeza que sentirei daqui em diante

Para que valha a pena para sempre

Eu preciso de uma amizade
Que me dê um abraço
Um segundo maior
Que sua melhor palavra e o perfume que fica, mulher

Para que eu tenha vontade de viver para sempre

Eu preciso que entenda
Que eu preciso você
Um segundo a mais
Do que somente sua eterna amizade

Não quero perder a fé
E os sentidos
Não quero perder o encanto
E o sorriso

Não quero perder a vontade
E as chances
Não quero perder o momento
E o tempo

Não quero te perder dessa vez

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Inconsequentes

A atração partiu dos olhos
E tomou força suficiente para que, rapidamente,
Se tornasse uma paixão inesperada

A paixão, violenta e inconsequente como qualquer outra,
Não falhou desta vez e se fez intensa

A intensidade foi tamanha que,
Em um par de aparições do sol,
Não deixou tempo para que o amor aceitasse encontrar abrigo
E se colocasse em seu devido lugar

Não houve tempo para o amor
E para as verdades mais sinceras e eternas que seriam ditas depois

Houve tempo apenas para que aquele olhar brilhante e mágico
Petrificasse em minha memória
E se tornasse lembrança que, acredito, preferiria cotidiano eterno

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Amor rupestre

O que não sentia há muito tempo
Todo o tempo deste corpo que aqui jaz
Era unicamente o que precisava

Quiçá na era passada ou outra anterior
Tenha, minha alma, sabido o que era

O que pude escrever na caverna de Platão outrora
Tão somente era o que pude sentir com sua presença
Era maior que tudo o que poderia provar até então

Quiçá era tão verdadeiro
Que os sentidos postergaram-se

O que me faz estar aqui, sobrevivendo
Tendo um corpo vivo que carrega nos olhos a alma dilacerada
É procurar novas pistas que não estão em cavernas

Pistas que me levam a você

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Scrap Pra Deus

E aí, Deus! Tudo bom com o Senhor?! Espero que sim né...

Pô... quanto tempo faz que a gente não se vê hein! E o pior é que eu to precisando te encontrar... faz um tempinho já que eu to precisando da sua ajuda.

Sabe aquelas conversas lá que eu tive com o Senhor? De que me valeram? Até agora não funcionou muita coisa não, Deus! Que será que aconteceu? Garanto que falta de rezar não foi... mas ainda tô tentando e esperando o Senhor resolver o que vai fazer com o meu caso... tá complicado por aqui, viu!
Sei lá também... Se o Senhor tiver um pouco sem tempo pros problemas pessoais (já que o mundo tá com uns problemas bem grandes), pede pra um anjo daí vir me ajudar, vai... pelo menos um aí deve tá esperando pra ajudar alguém!

Bom, por enquanto acho que é isso.

Té mais ae! Ah... e não esquece de mim hein?!

Abração!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pensa, diz e faz

Naqueles breves momentos
Em que me deixa olhar dentro dos seus olhos
É que eu posso ver os seus pensamentos

Mas eles mudam com tanta rapidez
Que quando percebe que estou a te estudar
Você diz uma outra coisa qualquer sem sensatez

Respondo que isso de nada vale
Se não for pra que seja sério
E você, querendo me maltratar, se recolhe

Enquanto podia te observar
Via que o brilho ia se acabando
Ao passo em que o tempo passava em nosso lar

O brilho fluiu, sumindo com tamanha velocidade
Que até a pele diz não querer mais encontrar a minha
Guardando meu coração numa caixa repleta de saudade

Nada mais importa, ora
Como sempre foi entre nós dois
A gente deveria se fazer entender agora

Você pensa, diz e faz
Tudo aquilo que eu não queria
Pra logo me esquecer
Escrito em uma página velha lá atrás

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O sonho e a verdade

...o que importa e o que quero que você, leitor, entenda é que eu cheguei a sonhar com ela. Não importa o começo dessa história; como nos conhecemos (e é por isso que ela começa assim mesmo, do nada) e também não sei se ela já acabou ou ainda tem um fim que o autor (cujo nome não sei) não quer logo de uma vez me contar. O sonho, louco como qualquer outro, era assim:
Eu estava deitado de bruços na sala de minha república estudando. Era só isso que eu sabia fazer naqueles últimos dias antes da bonança. Havia muita luz que entrava pela porta. O sol era muito forte e a porta era de vidro. Quando olhei em direção à claridade que vinha da porta, lá estava ela. Eu disse, exclamado, seu nome e me levantei do chão rapidamente. Não tive tempo de fazer nenhuma pergunta. Ela também não me disse uma palavra. Só me olhou nos olhos, se aproximou de mim num passo apressado e colocou seus braços por dentro dos meus me abraçando e começou a chorar. Ela chorou por um rápido minuto, mas não me olhou novamente, e saiu pelo outro lado da sala. Esse foi o sonho. Agora vem a verdade.
A verdade é que ela não me abraçou. O beijo foi instantâneo, curto e sem vontade de gostar. Ela também nunca foi à minha casa e nunca me pediu afago enquanto chorava. Com certeza nunca chorou por mim e a minha vontade de fazê-lo por ela foram diversas. Hoje acredito ter feito o certo em não fazê-lo. Hoje penso como tudo poderia ser se ela fosse menos impulsiva e fosse como em meu sonho. Uma mulher que precisasse, de verdade, de alguém. Mais que isso, uma mulher que precisasse de alguém de verdade. Ela fez tudo aquilo que eu não precisava saber. E com uma pessoa que não podia ser. Ao menos eu não estava com ela. É que eu não posso lhe contar, caro leitor, pelas palavras escritas, em detalhes todo o ocorrido. O importante é que você saiba que ela não tem mais valores nem critérios. Não tem mais amor, só prazer. Ela não tem mais felicidade, só alegrias. E eu, tolo, buscando eternamente minha felicidade sem ter, sequer, alegria. Eu, tolo, que me apaixono facilmente, me apaixonei por ela um dia e acredito já tê-la esquecido, mas guardo um sentimento que não sei explicar se é saudade ou raiva.